Sinteam denuncia suspensão no atendimento de plano de saúde de trabalhadores da educação no Amazonas
Sinteam denuncia suspensão no atendimento de plano de saúde de trabalhadores da educação no Amazonas mais uma vez
Servidores relatam interrupção de atendimentos, incluindo casos oncológicos e pré-natal
Trabalhadores da educação da rede estadual foram surpreendidos, hoje, 2 de abril, com a suspensão de atendimentos do plano de saúde Hapvida, após a falta de repasse por parte do Governo do Estado do Amazonas.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), o débito do governo com a operadora já chega a aproximadamente R$ 52 milhões, acumulando cerca de oito meses de atraso.
A suspensão afetou diretamente servidores em tratamento contínuo, incluindo pacientes oncológicos e gestantes em acompanhamento pré-natal, que foram impedidos de realizar consultas e procedimentos ao chegarem às unidades de atendimento.
O plano de saúde, segundo o sindicato, não é um benefício concedido espontaneamente pelo Estado, mas uma conquista histórica da categoria, construída ao longo de 16 anos de mobilização e negociação.
Para a presidente do Sinteam, professora Ana Cristina, a situação representa um grave desrespeito aos trabalhadores da educação. “Estamos falando de pessoas em tratamento contínuo, de mulheres grávidas, de trabalhadores que dependem desse atendimento para garantir sua saúde e dignidade. E o que o governo entrega, às vésperas da Páscoa, é a suspensão do atendimento. Esse foi o ‘presente de Páscoa’ do governador para os trabalhadores em educação”, afirmou.
O sindicato cobra a regularização imediata dos repasses e a retomada urgente dos atendimentos, além de responsabilização pela interrupção de serviços essenciais.
O Sinteam também avalia medidas judiciais e administrativas para garantir o direito à assistência à saúde dos trabalhadores.
